noticias ao minuto -15/11/2025 22:18
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do
Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, visitaram a Casa Branca pelo segundo dia
consecutivo. Um alto funcionário do governo explicou que o presidente recebeu
“uma série de opções” e continua “estrategicamente indeciso” sobre suas ações
futuras, segundo o Washington Post, citado pela agência EFE.
A reunião privada, de acordo com o Post, ocorreu 24 horas
depois de Hegseth ter anunciado em sua conta oficial na rede social X o início
da Operação Lança do Sul na região, com o objetivo de combater o narcotráfico,
embora sem detalhar metas ou operações específicas.
Fontes consultadas pelo jornal afirmam que algumas forças
norte-americanas posicionadas na região “estão se preparando para possíveis
ordens de ataque”.
Outro funcionário afirmou que Washington está “muito ciente
do que está acontecendo na Venezuela, das conversas entre os aliados de Maduro
e a cúpula do seu regime”, e alertou que o presidente venezuelano “está muito
assustado — e com razão”, diante da variedade de opções “prejudiciais” que
Trump tem à disposição.
Desde agosto, os Estados Unidos reforçaram
significativamente sua presença militar no sul do Caribe sob o pretexto de uma
missão antidrogas.
Cerca de 10 mil soldados foram mobilizados, segundo fontes
oficiais, e um dos principais navios da Marinha dos EUA, o porta-aviões USS
Gerald R. Ford, o maior do Pentágono, foi posicionado próximo à costa
venezuelana.
Em outubro, Trump declarou que não descartava possíveis
ataques a alvos terrestres tanto na Venezuela quanto na Colômbia, cujos
presidentes ele acusa de serem narcotraficantes.
Por sua vez, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pediu
à população que se prepare para uma possível “luta armada” e anunciou o envio
de 200 mil soldados para o país.