metropoles -20/11/2025 21:59
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) se manifestou após o governo dos Estados Unidos publicar, nesta quinta-feira (20/11), uma ordem executiva que reduz parte do tarifaço imposto ao Brasil em julho. A medida retira produtos agrícolas, entre eles a carne bovina da lista de sobretaxas.
Em nota, a entidade comemorou a decisão da Casa Branca e afirmou que a mudança “reforça a
estabilidade do comércio internacional e mantém condições equilibradas para os
países envolvidos”. Segundo o comunicado, a retirada das tarifas sobre a carne
bovina demonstra a efetividade do diálogo técnico entre os dois governos.
A ABIEC ainda elogiou as equipes brasileiras envolvidas na
negociação. Na última semana, o chanceler Mauro Vieira se reuniu com o
secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para discutir o tema e buscar uma
flexibilização do tarifaço.
O texto publicado pela Casa Branca cita que Trump conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT),
no início de outubro, quando ambos concordaram em iniciar negociações para resolver
as questões levantadas no Decreto Executivo 14323, que instituiu o tarifaço.
Segundo o governo norte-americano, houve “progresso inicial” nas tratativas, o
que justificaria retirar alguns itens agrícolas da sobretaxa adicional.
“A medida demonstra a efetividade do diálogo técnico e das
negociações conduzidas pelo governo brasileiro, que contribuíram para um
desfecho construtivo e positivo. A ABIEC seguirá atuando de forma cooperativa
para ampliar oportunidades e fortalecer a presença do Brasil nos principais
mercados globais”, diz a associação.
Flexibilização parcial
A decisão desta quinta-feira é vista como um gesto político
relevante para o agronegócio brasileiro, setor mais afetado pelo tarifaço. No
entanto, a Casa Branca ressalta que a medida não encerra o impasse.
O estado de emergência declarado pelo governo Trump
permanece em vigor, e novas alterações tarifárias podem ocorrer caso Washington
entenda que o Brasil descumpre as exigências estabelecidas no decreto.
Agências como o Departamento de Estado, o Tesouro, o USTR e
o Conselho de Segurança Nacional seguem autorizadas a monitorar o Brasil e
recomendar ajustes nas tarifas.