metropoles -13/01/2026 11:19
Os protestos no Irã continuam a escalar nesta terça-feira (13/1). Uma autoridade iraniana afirmou que ao menos 2 mil pessoas, incluindo membros das forças de segurança, já foram mortas nas manifestações. A onda de protestos contra o regime dos aiatolás é considerada a maior desde 2009 e ocorre em meio à crise econômica no país.
O início da crise se deu no fim
de dezembro por uma crise econômica. Em 2025, o rial perdeu cerca de
metade de seu valor frente ao dólar, enquanto a inflação ultrapassou os 40% em
dezembro. Onda de protestos no Irã
Protestos
tomam conta do Irã desde o último dia 28 de dezembro de 2025,
motivados pela crise econômica no país — atingido por fortes sanções
internacionais há décadas.
A recente onda de manifestações é a maior desde 2022, quando
iranianos realizaram atos contra a morte de Mahsa Amini. A jovem foi detida por
não utilizar o hijab de forma correta e acabou sendo assassinada enquanto
estava sob custódia policial.
Os protestos já duram 16 dias e foram registrados em 187
cidades iranianas.
Segundo dados da organização com sede em Washington,
coletados com base em informações de uma vasta rede de ativistas iranianos, a
maioria das pessoas que morreram é civil. Do número de mortos até o momento,
505 eram manifestantes, enquanto 133 faziam parte de forças militares ou de
segurança do Irã.
A repressão contra as manifestações também já resultou na
prisão de 10,7 mil pessoas.
Uma autoridade do Irã informou à agência Reuters que os
protestos já ultrapassaram 2 mil mortos, mas não deu mais detalhes sobre a
identidade das vítimas.
Com o avanço das manifestações, a repressão policial
avançou, e os atos ganharam um caráter político mais explícito. Desde então, a
maior exigência passou a ser a renúncia do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo
desde 1989.
“Opções muito fortes”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, no
domingo (11/1), que as Forças Armadas norte-americanas estão considerando
“opções muito fortes” em relação à situação do Irã.
“Estamos analisando algumas opções muito interessantes.
Estou recebendo informações a cada hora e tomaremos uma decisão muito em
breve”, afirmou Trump.
Apoiadores do aiatolá Ali Khamenei foram às ruas em
solidariedade ao governo teocrático. Khamenei afirmou que a
mobilização foi um “aviso aos políticos americanos”.