metropoles -24/02/2026 15:14
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta terça-feira (24/2) que o país irá oferecer “todas as garantias” de segurança para a realização da Copa do Mundo de 2026, que será coorganizada com Estados Unidos e Canadá, mesmo após a recente onda de violência desencadeada pela morte do líder do Cartel Jalisco Nova Geração, Nemesio Oseguera Cervantes (El Mencho).
Durante a Conferência Matinal do Povo, a mexicana foi
questionada sobre os riscos para turistas e delegações, Sheinbaum foi
direta: “Todas as garantias”.
Ao ser novamente indagada, ela reforçou que “não há
risco algum” para os visitantes que estarão no país durante o torneio da
Fifa.
Caos no México
O narcotraficante, considerado um dos mais procurados do
México, morreu durante uma operação das Forças Armadas na cidade de Tapalpa, no
estado de Jalisco.
Segundo autoridades mexicanas, a reação de integrantes do
CJNG incluiu bloqueios de estradas com veículos incendiados, ataques a forças
de segurança e tentativas de desestabilização em áreas estratégicas, como o
entorno do Aeroporto Internacional de Guadalajara.
A onda de violência deixou dezenas de mortos, incluindo
agentes da Guarda Nacional e suspeitos ligados a cartéis.
Apesar do cenário, a presidente afirmou que a situação está
sendo normalizada.
De acordo com o governo, houve reforço da presença da Guarda
Nacional, do Exército e da Marinha, especialmente no litoral de Jalisco e
Michoacán, com operações diárias voltadas à segurança e à estabilização da
região.
O México sediará 13 partidas da Copa do Mundo de 2026,
distribuídas entre Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. A abertura do torneio está prevista para ocorrer no Estádio Azteca,
na capital mexicana, enquanto Guadalajara, capital de Jalisco — epicentro
recente da violência — receberá quatro jogos da fase de grupos e confrontos da
repescagem intercontinental.