METROPOLES -14/11/2025 13:12
Paulo Figueiredo, um dos principais aliados do deputado
federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), reagiu ao voto
do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) no
julgamento de denúncia contra o parlamentar por coação, iniciado pela
Primeira Turma da Suprema Corte nesta
sexta-feira (14/11).
“Denunciado SEM CITAÇÃO, por ato LÍCITO praticado FORA DA
JURISDIÇÃO da corte. Agora, será o primeiro político julgado in absentia, sem
defesa, em nossa história recente. Não é apenas uma vingança pessoal do
Alexandre, mas uma tentativa vã de retirar Eduardo Bolsonaro das urnas”.
Eduardo se mudou para os EUA no início do ano, ao entrar na
mira da Justiça brasileira, dificultando a tramitação de processos judiciais
contra ele no Brasil. Com isso, Moraes determinou que a Defensoria Pública da
União (DPU) fizesse a defesa do parlamentar.
O filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é acusado
pela Procuradoria-Geral da República (PGR) dos crimes de coação no curso do
processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito por meio da
restrição ao exercício dos poderes constitucionais.
Com a ajuda de Figueiredo, o parlamentar faz lobby nos
Estados Unidos para promover sanções econômicas contra o Brasil e autoridades
brasileiras. Eles estariam por trás da aplicação da Lei Magnitsky contra
ministros do STF e suas famílias, além da imposição de tarifas comerciais sobre
produtos brasileiros pelo governo norte-americano.
Governistas comemoram
O líder
do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), comemorou o voto
de Moraes. Para o petista, o voto significa o reconhecimento da Justiça em
relação aos crimes cometidos por Eduardo Bolsonaro.
“O voto demonstra, com riqueza de detalhes, que Eduardo
Bolsonaro e Paulo Figueiredo ‘articularam sucessivas e continuadas ações
voltadas a intervir no processo penal’, mobilizando agentes estrangeiros para
impor sanções pessoais a ministros do STF e prejuízos econômicos ao Brasil, com
o objetivo explícito de ‘livrar Jair Bolsonaro da condenação penal'”, disse.