cnn -12/09/2026 12:19
Parte dos 13 ministros aposentados e ex-presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), que defenderam publicamente a atuação do presidente Edson Fachin para conter a crise na Corte, planeja acompanhar in loco a sessão extraordinária convocada para a próxima terça-feira (15).
O plenário deve ter a primeira fila de assentos reservada
para os ex-integrantes do Tribunal, em um novo gesto de apoio às medidas de
Fachin e à publicidade do debate entre os magistrados.
Fachin marcou para 10h de terça-feira a sessão extraordinária
para a análise de um pedido feito pelo ministro André Mendonça,
após divulgação de um relatório com mensagens do ex-banqueiro Daniel
Vorcaro com referências ao ministro Alexandre de Moraes, incluindo
possível troca direta de mensagens entre eles. O material poderia levar à
abertura de uma investigação formal contra o magistrado.
Por sua vez, Moraes apontou indícios de conduta irregular de
Mendonça, como "seletividade" na retirada de sigilo do material
obtido nas investigações do caso Master, e quer que o plenário do STF também analise a situação.
Na carta apresentada a Fachin no início da semana, os
ministros aposentados apoiam "imediata e rigorosa apuração, sob o devido
processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o
prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até mesmo a
estabilidade das instituições democráticas". O documento aponta o atual
momento como a "mais aguda crise da história" do STF.
A CNN apurou que a ministra aposentada Ellen
Gracie e os ministros Carlos Velloso, Nelson Jobim e Ayres
Britto são alguns dos nomes esperados no plenário do STF na terça-feira.
Todos foram presidentes da Corte em momentos relevantes da
história recente do Supremo, como a abertura de inquérito e posterior
julgamento sobre o mensalão, envolvendo fatos do primeiro governo Lula (PT).
Outros signatários da Corte, por questões de saúde ou
logísticas, disseram aos demais que não poderão estar presentes. É o caso da
ministra aposentada Rosa Weber, que está fora do Brasil, e de Francisco
Rezek.
Decano da Corte por 13 anos, Celso de Mello disse
à CNN que a saúde o impossibilita de estar presente.
"Acompanhá-la-ei, no entanto, com grave expectativa!"