metropoles -13/03/2026 14:27
Durante coletiva de imprensa concedida em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, nesta sexta-feira (13/3), o médico cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro, disse que a extensão da pneumonia no pulmão dele é maior.
Bolsonaro foi internado
na unidade de terapia intensiva (UTI) nesta sexta, após passar mal na
cela da Papudinha,
onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
“O estado dele é grave. O quadro é grave porque, na verdade,
começou nesta madrugada. E tem um exame específico, que se chama
procalcitonina, que sobe nas infecções agudas. E ela sobe só em infecções mais
graves, e a dele aumentou de forma drástica na primeira coleta que nós
fizemos”, detalhou.
Ele acrescentou que “cada infecção tem uma característica
peculiar, mas nós sabemos que a pneumonia em pacientes acima de 70 anos sempre
é grave, porque evolui para septicemia (infecção generalizada)”.
Segundo o médico, ele foi logo submetido a uma tomografia que
confirmou a suspeita, mostrando uma broncopneumonia bilateral, mais acentuada à
esquerda. “E o que chama atenção: este quadro, esta pneumonia, é a maior,
a mais acentuada em relação às outras todas que ele já teve. Isso requer um
cuidado especial agora.”
“Ele teve um quadro de pneumonia semelhante em agosto. Na
avaliação que nós fizemos de controle de tomografia em dezembro, ainda tinha um
resquício desta pneumonia de agosto. Quer dizer, mostrou que o organismo fica
com essa recorrência de pequenas broncoaspirações”, explicou.
“Só que agora, o que que é de diferente que o Flávio citou?
A extensão desta pneumonia documentada pela tomografia. Quando nós verificamos
uma parte grande do pulmão esquerdo e também do pulmão direito, em comparação
aos outros exames que ele fez em outras internações, nós verificamos um
quadro mais acentuado, sim” – disse em referência a fala do filho
Flávio de que não havia risco à vida dele, mas que essa tinha sido a
pior situação em relação ao líquido no pulmão até o momento.
O médico disse ainda que, apesar do ex-presidente atualmente
fazer uso de sete
comprimidos por dia exclusivamente para o trato digestivo, o problema
gástrico agora não é a prioridade. “Depois desta internação, o foco total
é na infecção. Proteção total para o paciente. O foco agora é não deixar que a
infecção progrida. É um risco. Como eu falei, nós não sabemos como evoluirá.
Então é monitoramento o tempo todo, ajuste de medicamento o tempo todo”.