cnn -09/03/2026 08:35
A Procuradoria-Geral do Irã emitiu um alerta formal aos cidadãos iranianos que residem no exterior, informando que seus bens em território nacional serão confiscados caso colaborem com países considerados inimigos.
O comunicado oficial cita especificamente que o apoio ou a
cooperação com o que define como "agressor americano-sionista"
resultará na perda total de propriedades e outras sanções legais.
Sanções severas e pena de morte
De acordo com o órgão, as punições não se limitam à esfera
patrimonial. O governo iraniano estabeleceu que qualquer "ação
operacional" realizada em benefício de Israel, dos Estados Unidos ou de
agentes afiliados que atente contra a segurança nacional será punível
com a pena de morte.
A decisão endurece o controle legal sobre a população que
vive fora do país em um momento de escalada de tensões na região.
Reação da diáspora iraniana
A ameaça surge após uma onda de manifestações globais.
Milhares de iranianos que vivem na Europa, América do Norte e Austrália
realizaram atos contrários ao regime.
Em diversos protestos, houve celebrações referentes aos
ataques militares sofridos pelo país e à morte do Líder Supremo, Ali Khamenei.
O governo busca, com o novo decreto, desestimular o apoio
externo a ações que desestabilizem o poder central.
Contexto de crise regional
O cenário de instabilidade no Irã foi agravado por um
recente ataque a uma escola que resultou na morte de 168
crianças em fevereiro.
Enquanto análises independentes e senadores americanos
sugerem a responsabilidade das forças dos EUA no episódio, o governo de Donald
Trump atribuiu a autoria ao próprio Irã.
Este movimento de controle do Irã sobre seus cidadãos no
exterior assemelha-se a medidas de outros países da região para gerir a crise.
Recentemente, o Catar também deteve mais de 300
pessoas por publicações em redes sociais relacionadas à situação
atual do conflito, exigindo que a população utilize apenas fontes oficiais de
informação.