METROPOLES E CNN -27/10/2026 22:12
O presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou a entrada do
senador Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos após sua derrota nas eleições
presidenciais, informou um assessor do presidente americano à CNN.
Autoridades do governo Trump estavam cientes, na segunda-feira
(26), de que Bolsonaro tinha cerca de 24 horas para entregar seu passaporte, e
deixaram claro ao candidato brasileiro que sua entrada nos EUA seria permitida,
disse o assessor.
Os EUA estão emitindo vistos para Bolsonaro e sua família,
informaram anteriormente duas autoridades americanas à CNN.
Uma fonte brasileira próxima a Flávio afirmou que o senador
temia ser preso no Brasil. Ele está sendo investigado por supostos atos de
corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Uma pessoa a par da situação disse à CNN, na tarde desta
terça-feira (27), que Flávio chegou aos EUA com sua mulher e filhas. Não está
claro onde ele desembarcou.
Não se sabe, no momento, se Trump e Bolsonaro conversaram
diretamente por telefone antes da partida do político brasileiro.
Fuga de Flávio
A decisão do senador acontece após a PF (Polícia Federal)
solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira.
Ainda na manhã desta terça-feira, a PF acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de
fuga de Flávio. O senador teria até as 11h para entregar os documentos à PF,
segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal
Federal), o que não ocorreu.
Com isso, a corporação cancelou tanto o passaporte comum como o
diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos
documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.
O STF determinou a entrega dos passaportes e seus cancelamentos após receio de
fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por
lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A medida também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro,
que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída do Brasil de Flávio
caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).