metropoles -13/09/2026 10:57
O deputado federal e um dos idealizadores do filme Dark Horse, Mario Frias (PL-SP), voltou a defender o financiamento da produção pelo dono do Banco Master e disse que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) não ofereceu contrapartidas ao banqueiro Daniel Vorcaro ao pedir patrocínio.
m publicação nas redes sociais, o deputado bolsonarista, que
foi alvo de uma operação da Polícia Federal na última semana suspeito de
destinar emendas à Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, disse que
trata-se de um financiamento privado e que, por si só, não configura crime.
“Por que há uma investigação sobre o patrocínio de um filme
sobre a vida de Jair Bolsonaro? Patrocínio privado por si só não é crime. Para
haver alguma irregularidade, teria que ter alguma coisa ‘a mais’, né? Uma
promessa de ato de ofício, algum benefício oferecido em troca daquele
dinheiro”, declarou.
O ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal
(STF), André Mendonça, tirou o sigilo parcial do Caso Master a pedido do
presidente da Corte, Edson Fachin, o que confirmou que Flávio Bolsonaro
passou a ser formalmente investigado em julho por intermediar o repasse de R$
61 milhões de Vorcaro para Dark Horse.
Em maio, o Intercept Brasil mostrou que Flávio Bolsonaro
pediu mais de R$ 130 milhões para o banqueiro e chegou a cobrá-lo para que os
pagamentos fossem feitos. Os recursos eram repassados para um fundo nos Estados
Unidos, gerido por um aliado de Eduardo Bolsonaro.
Frias disse que as conversas não mostrariam irregularidades,
já que, nas mensagens, Flávio não ofereceria alguma contrapartida ao banqueiro
em troca do financiamento. O bolsonarista acusou a investigação de ser um
ataque à reputação do candidato à Presidência à frente das eleições.
“As conversas mostram um só objetivo: o patrocínio do filme
de Jair Bolsonaro. Eu me pergunto, onde está o crime? A irregularidade? Porque
se não existe troca de favor, se não existe pedido de benefício público,
estamos falando de um patrocínio privado”, disse.