Redação -10/05/2022 18:09
MÉDICO DIZ QUE REGIÃO TEM TUDO PARA SER PROTAGONISTA NO ESTADO
Médico há 17 anos e especialista em urologia há 5,
atualmente cursando gestão pública, casado e pai de uma menina, ex-vereador no
período de 2017-2020, presidente da Câmara Municipal e prefeito interino de
Mirandópolis em 2019, aliás o que conseguiu mais recursos para a cidade, perto
de R$ 5 milhões.
Este é o dr. Carlos Weverton Ortega Sanches, 41 anos, pré-candidato
a deputado estadual pelo Republicanos e uma das jovens promessas disposta a
representar a região.
Médico com a esposa e filha
“Vejo na política a maior oportunidade de ajudar as pessoas
e nesse campo não se pode ter vaidade. Não podemos colocar objetivos pessoais à
frente do coletivo, mas infelizmente tem muita gente que confunde isso. O maior
interessado e privilegiado deve ser o povo”, diz o médico em entrevista
exclusiva ao Jornal Impacto Online.
“Sei que é uma caminhada árdua e difícil, mas como médico
estou emprestando meu nome pelo amor à região que precisa de um representante
que tenha carinho por esse pedaço do estado. Meu objetivo é contribuir
principalmente na Saúde, porque vejo muitas oportunidades de melhorar esse
setor”, avalia Carlos Weverton.
REGIÃO SEM REPRESENTATIVIDADE
“Moramos na região mais rica do Estado e com uma das menores
representatividades, praticamente abandonada. Penso na política como grande
oportunidade de ajudar as pessoas e por isso venho colocar meu nome à
disposição”, comenta o médico.
“Cansei de ver gente morrendo aguardando vaga para cirurgia
ou um exame, porque a estrutura existente não é aproveitada adequadamente, como
a do Hospital de Mirandópolis, onde existe muita coisa boa, mas por outro lado
muito a se melhorar, simplesmente por falta de representatividade”, comenta o
urologista.
Carlos Weverton cita por exemplo, a falta de uma torre de
vídeo, ar condicionado nas enfermarias, várias coisas sendo terceirizadas por
falta de funcionários e planejamento para fechar a metade dos leitos por falta
de mão de obra.
“Há quanto tempos os funcionários dos Ames não têm aumento?
Não há projeto de ampliação dos atendimentos, as filas de pacientes se acumulam
para exames, medicamentos e consultas com especialistas. O pior é que quando
conseguem a consulta para tratamento cirúrgico não há para onde enviar. Já vi
muita gente morrer por falta de atendimento e muitos perderam órgãos por falta
de cirurgias simples”, ressalta Carlos Weverton.
ESTRATÉGIA POLÍTICA
O médico explicou que não disputou a última eleição municipal
por inúmeros motivos, mas o principal deles envolveu planejamento para
concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa. “Não seria justo, uma vez
eleito, abandonar um cargo municipal onde as pessoas confiaram seu voto a mim”,
justifica ele.
Para Carlos Weverton, “Mirandópolis tem muito a crescer e parte
disso depende do Estado. Por exemplo, temos 240 casas aguardando liberação. Como
prefeito interino consegui liberar algo que estava parado desde 2013, mas a
nova gestão não se deu andamento ao processo”, pontuou.
De acordo com ele, o novo Fórum do Município há anos está
pronto e carente de inauguração para atender também Lavínia e Guaraçai; a escola
do Estado no bairro Amandaba praticamente abandonada.
EXPERIÊNCIA
“Conheço os problemas das pessoas porque sou filho de
engraxate e professora, formado em escolas e universidade públicas. Fui tenente
do Exército, trabalhei como garçom e lecionei química, então sei as
necessidades das pessoas. Meu pai foi vereador por 20 anos e aliado à
experiência dele como vereador e prefeito interno absorvi muito conhecimento”, diz
o médico.
“Somos conhecidos como a região do Pantanal Paulista, mas nada
disso é explorado. Nossa região está estagnada e apenas exportando cérebros.
Está mais que na hora de nos tornarmos protagonistas no Estado e deixarmos de
ser coadjuvantes”, conclui.