metropoles -27/02/2026 10:19
A decisão do ministro do STF André Mendonça autorizando a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, pegou de surpresa ministros do Palácio do Planalto e aliados de Lula.
Nos bastidores, auxiliares do petista e advogados
próximos ao presidente ouvidos pela coluna juram que não sabiam do despacho de
Mendonça, proferido antes de a CPMI do INSS aprovar a quebra de sigilo de Lulinha.
A decisão de Mendonça, que é relator do inquérito sobre a
“Farra do INSS” no STF, atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) e
está sob sigilo. Segundo fontes da Corte, a autorização foi dada pelo ministro
em janeiro de 2026.
Logo após a notícia ser revelada pela imprensa, na tarde da
quinta-feira (26/2), interlocutores de Lula procuraram integrantes da PF para
checar a informação e, inicialmente, ouviram que a corporação não tinha
conhecimento.
Posteriormente, contudo, auxiliares presidenciais passaram a
procurar membros do Supremo, quando foram informados que Mendonça realmente
havia autorizado a quebra dos sigilos de Lulinha.
Quebra de sigilo mostra que Lulinha é investigado
A informação, na avaliação de assessores de Lula, indica que
o filho do presidente é oficialmente investigado no inquérito. Do contrário, a
quebra de sigilo não seria aprovada pelo STF.
Aliados o presidente da República afirmam que a quebra de
sigilo deve provocar uma mudar a estratégia jurídica do filho do presidente bem
como na estratégia política do governo em relação ao tema.
Para ministros de Lula, contudo, a quebra de sigilo
autorizada pelo Supremo tem potencial de estrago menor do que a autorizada pela
CPMI. A avaliação é de que, na comissão, o estrago político seria maior.