r7 -27/12/2021 22:55
Com o aumento das chuvas e a melhora do nível dos
reservatórios de usinas hidrelétricas, o cenário no Brasil é mais favorável,
mas ainda não está livre de preocupações, informa o Ministério de Minas e
Energia. O órgão afirmou que ainda são exigidas atenção e ações excepcionais já
em curso para assegurar o fornecimento de energia.
"A despeito da melhoria das condições de atendimento
eletroenergético, tanto para 2021 quanto as perspectivas para 2022, permanece a
situação de atenção e o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) mantém
o trabalho de acompanhamento permanente", pontuou.
Conforme a pasta, "todas as ações tomadas são
respaldadas por estudos prospectivos elaborados pelo ONS (Operador Nacional do
Sistema Elétrico) e pelo acompanhamento das demais medidas excepcionais em
curso", e todas são "fundamentais para a garantia da segurança do
atendimento ao SIN (Sistema Interligado Nacional), especialmente, para
2022".
A secretária-executiva de Minas e Energia, Marisete Pereira,
afirmou neste mês que o cenário ainda era de atenção em novembro e que, apesar
das muitas chuvas, ainda não se sabia a intensidade da hidrologia no país nos
próximos meses.
"Nós estamos acompanhando. Vai depender muito de como
virão as chuvas a partir de dezembro, o período úmido. [A chuva se] antecipou,
mas mesmo assim a gente ainda não tem o nível de segurança para dizer que
estamos em um cenário de normalidade", afirmou ao R7 em uma
visita ao Senado Federal.
Crise energética
O Brasil viveu neste ano um grave cenário de crise
energética. Em junho, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou
que a seca enfrentada pelo país era a pior da história e que a escassez
de água nas hidrelétricas era a maior dos últimos 91 anos. No fim de
agosto, em outro pronunciamento, ele disse que a situação havia se agravado,
com o período de chuvas no Sul pior do que o esperado.
Na ocasião, o ministro anunciou o aumento do preço da
energia. "Com pouca água nos reservatórios das hidrelétricas, tivemos que
aumentar significativamente a geração de energia nas nossas termelétricas e
estamos importando energia de países vizinhos. Como todos os recursos mais
baratos já estavam sendo utilizados, essa eletricidade adicional proveniente de
geração termelétrica e de importação de energia custará mais caro",
declarou.
Foi, então, implementada na conta de luz a chamada
bandeira de "escassez hídrica", que acarreta um aumento de 6,78% na
tarifa média. De lá para cá, após as chuvas do último mês, houve um
alívio nos reservatórios das regiões mais atingidas, mas o cenário ainda é de
preocupação, como afirmou a secretária Marisete Pereira.