folhapress -13/02/2026 21:24
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou,
em dezembro, mudanças que possibilitam que as receitas amarelas e azuis sejam
emitidas eletronicamente. Agora, a partir desta sexta-feira (13), estão
disponibilizados os novos modelos de receitas, que poderão ser impressos em
gráficas, e não mais pelas autoridades sanitárias locais, como era necessário
para alguns tipos de receituários.
A emissão totalmente eletrônica de receitas amarelas e azuis
-usadas para medicamentos de maior controle, como antidepressivos e
ansiolíticos- será disponibilizada por uma plataforma integrada ao SNCR
(Sistema Nacional de Controle de Receituários) até 1º de junho. Até lá, a
agência afirma que não há mudanças quanto à emissão das receitas que já são
feitas de forma eletrônica.
Em funcionamento desde maio de 2024, o SNCR foi criado pela
Anvisa para garantir mais segurança na emissão e no uso de receitas médicas
para medicamentos sujeitos a controle especial. Em dezembro foram publicadas as
diretrizes para a futura emissão das prescrições de medicamentos controlados,
que poderão acontecer assim que a plataforma estiver disponível, explica Renata
de Souza Moraes, gerente de produtos controlados da Anvisa.
Nesta sexta (13), o que entra em vigor é a mudança em
relação à gestão desses receituários pela Vigilância Sanitária local e também
da emissão dessas receituários pelos prescritores das receitas que ainda só
podem ser emitidas de forma totalmente física.
"A Anvisa disponibilizou novos modelos de receituários,
modernizando e aperfeiçoando os campos, deixando em um layout mais
inteligente", diz. "Buscamos simplificar para facilitar a prescrição
e a dispensação pela farmácia."
Outra mudança, relacionada às autoridades locais e aos
prescritores, é que eles poderão enviar algumas notificações de receitas
diretamente para impressão na gráfica, o que antes era feito exclusivamente
pela Vigilância Sanitária. Segundo Moraes, a mudança tem como objetivo melhorar
o acesso e simplificar o trabalho dos profissionais, garantindo mais
rastreabilidade e evitando fraudes.
A porta-voz da Anvisa recomenda que os profissionais se
dirijam às autoridades locais para sanar quaisquer dúvidas e checar orientações
específicas de cada localidade, além de indicações de gráficas autorizadas.
Após o início da operação do sistema, as receitas
controladas emitidas sem numeração do SNCR ainda poderão ser aceitas por 30
dias. Depois do prazo, todas as receitas digitais deverão estar integradas ao
sistema para ter validade.
Isso também é válido para as receitas eletrônicas de
controle especial e as sujeitas à retenção, como as de antimicrobianos e das
chamadas canetas emagrecedoras, que só serão válidas quando emitidas por
serviços de prescrição integrados ao SNCR e passarão a ter registro de uso
obrigatório no sistema.
Com a nova regra, farmácias também poderão dar baixa nas
receitas a partir da numeração fornecida pelo sistema eletrônico, o que busca
reduzir fraudes e garantir que cada receita seja utilizada apenas uma vez. As
regras não são para os receituários físicos, que continuam sendo válidos
normalmente.