noticias ao minuto -11/03/2026 11:05
Um navio porta-contêineres foi atingido por um projétil nas
proximidades do estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do
mundo para o transporte de petróleo. A informação foi divulgada pela UKMTO
(United Kingdom Maritime Trade Operations), agência de segurança marítima
vinculada às Forças Armadas do Reino Unido.
Segundo o órgão, o capitão da embarcação relatou que o navio
sofreu danos após ser atingido por um projétil ainda não identificado, mas
informou que todos os tripulantes estão em segurança.
O incidente ocorreu a cerca de 25 milhas náuticas
(aproximadamente 46 quilômetros) a noroeste de Ras Al Khaimah, nos Emirados
Árabes Unidos. A área fica dentro do Golfo Pérsico, próxima ao estreito de
Ormuz, ponto crucial para o comércio global de petróleo.
A região vive um período de forte tensão após a escalada do
conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que colocou a navegação no
Golfo sob alerta máximo.
De acordo com a UKMTO, 14 incidentes envolvendo embarcações
foram registrados entre 28 de fevereiro, data em que começou a atual crise
militar, e esta terça-feira. Desse total, quatro casos foram classificados como
atividades suspeitas, como relatos de explosões ou detonações próximas,
enquanto dez ataques atingiram diretamente navios.
Segundo a agência, esses episódios já deixaram sete
marinheiros mortos.
O estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas
mais importantes do planeta, por onde normalmente passam cerca de 20% de todo o
petróleo transportado no mundo. No entanto, o fluxo de embarcações caiu
drasticamente desde o início da ofensiva militar liderada por Estados Unidos e
Israel contra o Irã.
Teerã respondeu com ameaças de bloquear completamente a
passagem. O governo iraniano afirmou que poderá impedir a exportação de “um
único litro de petróleo da região” caso os ataques contra o país continuem.
Washington, por sua vez, declarou que qualquer tentativa de
bloquear o estreito poderá levar a uma intensificação da ofensiva militar.
Diante da sequência de ataques e das ameaças crescentes,
companhias de navegação têm evitado a rota, o que fez o tráfego no estreito de
Ormuz cair a níveis mínimos nas últimas semanas.