noticias ao minuto -23/11/2025 15:57
O Exército de Israel afirmou neste domingo (23) ter atacado
um dos chefes do grupo libanês Hezbollah, alinhado ao Irã. O gabinete do premiê
Binyamin Netanyahu confirmou que a ação "no coração de Beirute", teve
como alvo "o chefe do Estado-Maior do Hezbollah", Haytham Ali
Tabatabai.
O ataque atingiu uma via de carros, onde moradores disseram
à agência de notícias Reuters ter ouvido o barulho de aviões de guerra antes da
explosão. Moradores saíram correndo de seus prédios com medo de novos ataques,
relatou um repórter da agência na região.
Pelo menos duas dezenas de pessoas ficaram feridas e foram levadas para
hospitais da região, segundo fontes médicas. Não houve comentários imediatos do
Hezbollah ou do Ministério da Saúde do Líbano.
Antes do ataque, o primeiro-ministro israelense disse a seu
gabinete que Israel continuaria a combater o "terrorismo" em várias
frentes. "Continuaremos a fazer tudo o que for necessário para impedir que
o Hezbollah restabeleça sua capacidade de nos ameaçar", afirmou.
Em novembro, Israel intensificou os ataques aéreos no sul do
Líbano, dando continuidade a uma campanha de ataques quase diários que, segundo
o Tel Aviv, visa impedir o ressurgimento militar do Hezbollah na região
fronteiriça.
Israel acusa o Hezbollah de tentar se rearmar desde o cessar-fogo apoiado pelos
Estados Unidos no ano passado. O grupo afirma ter cumprido as exigências para
encerrar sua presença militar na região fronteiriça próxima a Israel e para que
o exército libanês se mobilizasse para lá.
Um funcionário americano de alto escalão ouvido pelo portal
Axios afirmou que Israel não notificou os EUA com antecedência sobre o ataque
deste domingo. A pessoa disse que o governo de Donald Trump -aliado de
Netanyahu- foi informado imediatamente após o ataque, e um segundo funcionário
americano afirmou que os EUA sabiam há dias que Israel planejava intensificar
os ataques no Líbano, de acordo com a publicação.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou após
o ataque que o país seguirá com operações do tipo. "Continuaremos a agir
com firmeza para evitar qualquer ameaça aos residentes do norte e ao Estado de
Israel", disse em comunicado. "Quem levantar a mão contra Israel,
terá a mão cortada", disse ele, ao acrescentar que, junto de Netanyahu, está
"determinado a continuar a política de aplicação máxima da lei no Líbano e
em todos os outros lugares".