metropoles -20/06/2026 21:12
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) alertou navios para que não tentem atravessar o Estreito de Ormuz, após a via marítima ser novamente fechada neste sábado (20/6), em meio a uma nova escalada de tensões na região, após ataques de Israel ao sul do Líbano.
Segundo a CNN Internacional, a Marinha da IRGC transmitiu
uma mensagem de alerta e contatou diretamente embarcações na área para que
evitem trafegar nas proximidades. A organização advertiu que navios que
tentarem cruzar o estreito podem encontrar minas ou ser alvejados por forças
navais.
Em comunicado, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya,
das Forças Armadas iranianas, informou que o fechamento de Ormuz ocorreu em
resposta ao que classificou como “clara violação dos compromissos dos Estados
Unidos” em relação ao primeiro artigo do memorando de
entendimento sobre o fim da guerra, assinado na última quarta-feira (17/6).
O comando militar iraniano afirmou que este é o “primeiro
passo de resposta à quebra de confiança do inimigo”.
Na manhã deste sábado, novos ataques foram registrados no
sul do Líbano, deixando 16 mortos, incluindo duas crianças.
Cobrança de pedágio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse
neste sábado que não
haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz, “a menos que seja imposto
pelos EUA”. A declaração foi publicada em sua rede social, a Truth Social.
Na sexta-feira (19/6), o governo do Irã informou que
suspenderá, por 60 dias, a cobrança sobre embarcações que passam pelo estreito.
A medida vale durante o período do acordo firmado com a Casa Branca.
Cinco dias antes, Teerã havia indicado que pretendia adotar
uma “taxa por serviço” para navios que cruzassem a rota marítima após o fim
desse prazo.
Esse é o ponto mais sensível do acordo. O texto garante a
ausência de pedágios em Ormuz durante os 60 dias, mas deixa margem para disputa
sobre o que pode ocorrer depois.
Segundo agências de notícias internacionais, a publicação de
Trump foi uma tentativa de afastar a interpretação de que Washington teria
aceitado um pedágio iraniano em uma das rotas marítimas mais importantes do
mundo.
A situação se tornou ainda mais confusa após o Irã anunciar
o fechamento do Estreito de Ormuz em resposta ao que chamou de violações do
cessar-fogo por Estados Unidos e Israel.
Em nota, o Comando Central dos EUA negou a versão iraniana e
afirmou que o tráfego comercial continua na região. Segundo o órgão, a passagem
segura pela hidrovia internacional “permaneceu intacta” durante este sábado.
O Comando Central acrescentou ainda que forças americanas
monitoram a área para garantir a liberdade de navegação.