metropoles -28/10/2025 22:27
A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou, na noite desta
terça-feira (28/10), uma nota oficial com tom de represália após a morte
de quatro policiais durante a megaoperação deflagrada contra o Comando
Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do
Rio.
No comunicado, publicado nas redes sociais da corporação, a
instituição afirma lamentar profundamente as perdas e se solidariza com
familiares e amigos dos policiais mortos.
Em tom direto, a Polícia Civil classificou como “covardes”
os ataques realizados por criminosos e garantiu que os responsáveis não ficarão
impunes.
“A resposta está vindo, e à altura”, diz trecho da nota da
Polícia Civil do RJ.
A mensagem faz referência à Megaoperação Contenção, que
mobilizou cerca de 2,5 mil policiais civis e militares. O objetivo foi capturar
lideranças do Comando Vermelho e conter o avanço territorial da facção
criminosa em áreas estratégicas do estado.
Policiais mortos na ação
Entre os mortos estão os policiais civis:
• Marcos Vinicius Cardoso Carvalho, 51 anos, conhecido
como Máskara
• Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos
Também morreram dois policiais militares do Bope, Cleiton
Serafim Gonçalves, 42, e Herbert Carvalho da Fonseca, 39. Os quatro foram
atingidos durante confrontos em diferentes pontos dos complexos.
Operação mais letal do estado
A ação ocorreu ao longo de toda a madrugada e manhã.
Moradores relataram intenso tiroteio, barricadas em chamas e ataques com drones
que lançaram artefatos explosivos contra equipes da Coordenadoria de Recursos
Especiais (Core).
Até o último balanço oficial, a operação resultou em 81
prisões. A Polícia Civil afirmou que o material apreendido e as mensagens
atribuídas ao CV, que pediam resistência de moradores e mototaxistas, serão
utilizados nas investigações.
Após os ataques, a coluna apurou que todos os policiais
civis e militares do Rio foram colocados em regime de sobreaviso, podendo ser
acionados a qualquer momento para nova atuação.