noticias ao minuto -03/04/2026 17:48
Brasil registrou 1.568 vítimas de feminicídio em 2025, uma alta de 4,7% em relação a 2024. Foram mais de 13,7 mil casos desde a promulgação da lei do Feminicídio, em 2015. Os dados são do levantamento Retrato dos Feminicídios no Brasil, divulgados pelo pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Ainda de acordo com o estudo, as principais vítimas são as
mulheres negras, e a maior parte dos casos acontece dentro de casa.
A diretora-executiva da organização, Samira Bueno, fala
sobre o resultado, e chama a atenção para a situação do Amapá, o estado
com maior crescimento percentual, de 2021 a 2025.
“Ao longo dos últimos anos a gente vinha falando de um
crescimento de 1%, 1,5% dos feminicídios, quase uma estabilidade. Esse ano,
infelizmente, em 2025, a gente teve um crescimento expressivo de 4,7%. E quando
a gente compara com 2021, o crescimento chega a 14,5%. E aí destaco aqui também
alguns casos. A gente tem o Amapá com um crescimento de 120%”.
A diretora comenta também a situação de São Paulo, onde
diversos casos de feminicídio ocuparam o noticiário no último ano. De
acordo com a pesquisa, o estado ficou em segundo lugar no número de casos, com
um aumento de mais de 96%, chegando a 270 vítimas.
“O caso de São Paulo, realmente, fica uma preocupação. A
gente tem vários casos recentes que mostram um pouco que o que a gente
está vendo na imprensa, é de algum modo o que de fato está acontecendo, está se
traduzindo nas estatísticas”.
A análise aponta ainda que pouco mais de 13% das
vítimas de feminicídio tinham Medida Protetiva de Urgência quando foram mortas,
como explica Samira Bueno.
“Nós descobrimos que 148 vítimas tinham medida protetiva de
urgência no momento em que foram assassinadas. Mesmo assim, foram mortas”.
Além disso, de acordo com o levantamento, a maior parte das
agressões foi cometida por parceiros ou ex-parceiros. Os principais
instrumentos utilizados foram as armas brancas, como facas, machados ou
canivetes.