rev. Hernandes Dias Lopes -19/04/2026 22:57
A ressurreição de Cristo é o grande brado de vitória sobre a morte. O túmulo vazio de Cristo é o berço da igreja, pois se Cristo não tivesse ressuscitado, então nossa fé seria em vão; nossa pregação seria inócua e nossa esperança seria vazia. Mas, Cristo de fato ressuscitou. Essa é uma verdade incontroversa, que tem sido atacada pelos críticos ao longo dos séculos.
No passado chegaram a dizer que Jesus não teria morrido.
Outros afirmaram que as mulheres foram ao túmulo errado. Há aqueles que
disseram que seus discípulos haviam roubado seu corpo. Mas, todas essas teorias
falaciosas caem por terra diante das robustas provas de sua vitória sobre a
morte.
Elencamos, aqui, várias evidências da ressurreição de
Cristo. Vejamos:
Em primeiro lugar, ele é o Salvador do seu
povo (1Co 15:1-3). Um Cristo vencido pela morte não poderia salvar a
si mesmo, quanto mais salvar os outros. A salvação daqueles que creem é uma
prova cabal que Cristo venceu a morte. Sua morte não foi um acidente nem sua
ressureição uma surpresa. Ele morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras
e ressuscitou segundo as Escrituras para a nossa justificação.
Em segundo lugar, ele apareceu várias vezes
depois de ressuscitado (1Co 15:4-9). Bastaria aos inimigos fazer uma
procissão pelas ruas de Jerusalém com o corpo de Cristo e a igreja cristã teria
sofrido um golpe fatal. O Cristo ressurreto apareceu a Maria Madalena, aos
discípulos em diversas ocasiões e a mais de quinhentos irmãos de uma só vez. O
Cristo de Deus retornou ao céu publicamente no monte Olival. Mais tarde, ele
apareceu a Saulo de Tarso na estrada de Damasco. As evidências de sua
ressurreição, portanto, são robustas e cabais.
Em terceiro lugar, ele retornou ao céu
vitoriosamente (Mt 28:1-20). O Cristo de Deus já havia alertado seus
discípulos acerca de sua morte e ressurreição. Também já havia avisado que
voltaria para o Pai, mas enviaria o outro Consolador, o Espírito Santo, para
ficar para sempre com a igreja. Então, quarenta dias depois que havia saído do
túmulo, com o corpo de glória, na presença dos discípulos, retornou ao Pai,
onde está assentado à destra da Majestade. Como Profeta, ele revelou Deus. Como
Sumo Sacerdote, fez expiação pelos nossos pecados. Como Rei dos reis, está
assentado no trono, de onde governa o universo e as nações, sendo ele mesmo o
cabeça da igreja.
Em quarto lugar, ele é a nossa esperança (1Tm
1:1). O Cristo que morreu, ressuscitou, voltou ao céu e voltará em glória
é a nossa esperança. Agora, a morte não tem a última palavra. O túmulo não é
nosso último endereço. O futuro não nos apavora. Não caminhamos para um destino
incerto nem assombroso. Caminhamos para a glória.
Quando Jesus retornar do céu, na companhia de seus anjos, os
mortos ouvirão sua voz e sairão dos túmulos, uns para a ressurreição da vida e
outros para a ressurreição do juízo. Naquele dia, receberemos um corpo imortal,
incorruptível, glorioso, poderoso, espiritual, celestial, semelhante ao corpo
de sua glória. Então, Deus enxugará dos nossos olhos toda lágrima. Não haverá
mais dor, nem pranto nem luto. Estaremos para sempre com o Senhor, no céu de
glória, na casa do Pai, desfrutando das venturas eternas.
Não marchamos para um ocaso triste, mas para o amanhecer da
eternidade, onde contemplaremos a face do nosso glorioso Redentor e reinaremos
com ele pelos séculos eternos. Ele, o Cristo de Deus, é a nossa vida esperança.
Com ele morremos, com ele ressuscitamos, com ele reinaremos!