hernandes dias lopes -21/12/2025 10:43
O nascimento de Jesus, o Rei dos reis, foi planejado na eternidade, prometido ao longo da história, ocorrido na plenitude dos tempos e possui consequências eternas. Destacaremos, aqui, três pontos importantes:
Em primeiro lugar, a promessa do nascimento do
Rei. Tudo foi planejado antes mesmo da criação do universo. O plano de
Deus é eterno e não pode ser frustrado. No Éden, logo após a queda dos nossos
pais, o Messias foi prometido. Dele falaram os patriarcas. Para ele apontaram
os profetas. A lei, os salmos e os profetas o descreveram. Deus preparou o povo
de Israel, o povo da aliança, e dele procede as Escrituras. Jesus procederia da
tribo de Judá e da linhagem de Davi.
Todo o Antigo Testamento apontava para ele: Jesus é a
semente da mulher, o descendente de Abraão, o cordeiro da Páscoa, a coluna de
fogo, a coluna de nuvem, o maná que desceu do céu e a água que brotava da
rocha. Jesus é simbolizado pelo tabernáculo, pela arca da aliança, pelo templo,
pelas festas, pelos sacrifícios, pelo sábado. Tudo apontava para ele. Tudo era
sombra dele; ele a realidade.
Em segundo lugar, o cumprimento do nascimento do
Rei. Na plenitude dos tempos, Jesus nasceu de mulher, nasceu sob a lei,
para ser o nosso Redentor. Por intermédio do povo judeu, Deus nos deu as
Escrituras. Pela instrumentalidade do povo grego, Deus nos deu uma língua
universal. Pela cooperação do povo romano, Deus nos concedeu leis e estradas
que deram acesso e celeridade aos pregoeiros da verdade.
No tempo oportuno da graça, Gabriel foi enviado por Deus para
comunicar a Maria, desposada com José, que ela daria à luz a Jesus, o Filho do
Altíssimo, para herdar o trono de Davi. Para cumprir as profecias, José vai
alistar-se com Maria em Belém da Judéia, onde Jesus deveria nascer, pois era da
casa de Davi, o belemita. Então, o Filho de Davi nasce em Belém da Judeia,
sendo anunciado pelo anjo aos pastores e celebrado por uma milícia celestial,
que cobria os céus da Belém.
A mensagem aos pastores era clara: “Eis que vos trago boa
nova de grande alegria, que o será para todo o povo. É que hoje vos nasceu na
cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. Nasceu Jesus, o pão da
vida, a luz do mundo, a porta das ovelhas, o bom pastor, a ressurreição e a
vida, o Caminho, e a Verdade, e a Vida, a Videira verdadeira. Ele é Alfa e
Ômega, o Princípio e o Fim. Ele é o Maravilhoso Conselheiro, o Deus Forte, o
Pai da Eternidade, o Príncipe da Paz. Ele é o Único Mediador entre Deus e os
homens, o único nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos.
Em terceiro lugar, as consequências do nascimento do
Rei. O nascimento de Jesus é um divisor de águas na história. Quem nele
crê será salvo. Quem o rejeita será condenado. Nele temos vida eterna; sem ele
não há esperança. Por meio dele temos livre acesso a Deus; sem ele ninguém pode
chegar ao Pai.
Num mundo timbrado pelo pluralismo e pela inclusão sem
fronteiras, Jesus se apresenta como o único Salvador. Nenhuma religião pode
reconciliar o homem com Deus. Nenhuma igreja pode salvá-lo. A salvação é uma
obra de Deus e pertence a Deus. O homem não é salvo pelos seus esforços nem
pelas suas obras. A salvação não é uma conquista das obras, mas uma oferta da
graça.
Aqueles que recebem a Jesus, recebem o direito de serem
feitos filhos de Deus. Esses são aqueles que não nasceram do sangue, nem da
vontade da carne nem da vontade do homem, mas de Deus. Porém, aqueles que tapam
os ouvidos à voz do evangelho e rejeitam a oferta da graça, o que lhes resta é
uma horrível expectativa de juízo.
O Natal de Jesus traz salvação para uns e condenação para
eles. Qual é a sua escolha? Feliz aquele que não encontra motivo de tropeço em
Jesus, mas reconhece-o como o caminho para Deus, a porta da salvação.