Rev. Hernandes Dias Lopes -12/04/2026 10:00
O cristianismo tem a ver com uma pessoa. Trata-se de Cristo,
sua vida, morte, ressurreição, ascensão e segunda vinda. Vamos examinar esses
cinco pontos como pilares da nossa fé.
Em primeiro lugar, sua encarnação. O Verbo
eterno, pessoal e divino fez-se carne e habitou entre nós. Sendo Deus, se fez
homem; sendo rei, se fez servo; sendo transcendente, se fez imanente; sendo
rico, se fez pobre. Mesmo sendo Deus da mesma substância do Pai, não julgou
como usurpação o ser igual a Deus. Mesmo sendo infinito e imenso, esvaziou-se a
si mesmo. Mesmo sendo o Rei exaltado acima dos querubins, fez-se servo. Mesmo
sendo o autor da vida, humilhou-se até à morte e morte de cruz. Ele desceu da
glória para revelar-nos o Deus glorioso. Ele é a exata expressão do ser de Deus;
o resplendor da glória; nele habitou toda a plenitude da divindade.
Em segundo lugar, sua morte. A morte de
Cristo não foi um acidente, mas uma agenda eterna. Nos decretos de Deus, o
cordeiro foi morto desde a fundação do mundo. Jesus não morreu porque sucumbiu
ao poder de Roma. Ele não foi pregado na cruz porque Judas o traiu, porque
Pedro o negou, porque o sinédrio o acusou, porque Pilatos o condenou. Ele foi
para a cruz deliberada, voluntária e vicariamente. Ele caminhou para a cruz
como um rei caminha para sua coroação. Sua morte não foi um fracasso, mas sua
retumbante vitória sobre o diabo e suas hostes. Sua morte foi nosso êxodo. Pelo
sangue de sua cruz, temos redenção e remissão de pecados.
Em terceiro lugar, sua ressurreição. A
morte não pode reter Jesus no túmulo. Ele não viu corrupção. Ele entrou nas
entranhas da morte, arrancou o aguilhão da morte, matou a morte e ressurgiu
vitoriosamente, abrindo o túmulo de dentro para fora. Ele representa as
primícias de todos os que dormem. Sua ressurreição é a garantia de que
recebemos, também, um corpo imortal, incorruptível, glorioso, poderoso,
espiritual, celestial, semelhante ao corpo de sua glória. O túmulo vazio de
Jesus é o berço da igreja. Porque ele vive, temos viva esperança. Porque ele
vive, podemos crer no amanhã. Porque ele venceu a morte, podemos gritar com
todas as forças da nossa alma: “Onde está ó morte a tua vitória, onde está ó
morte o teu aguilhão?” A morte foi vencida e nem tem mais a última palavra. O
túmulo não é nosso último endereço.
Em quarto lugar, sua ascensão. Jesus desceu
do céu e voltou ao céu. Consumada a obra da nossa redenção, o Pai o exaltou
sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de
Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra e toda a língua
confesse que Jesus é o Senhor para a glória de Deus Pai. Agora ele está
assentado à direita da Majestade, como nosso grande Sumo Sacerdote. Ele é nosso
Advogado, o Justo. Ele é o cabeça da igreja. Ele é o soberano Senhor do
universo. Ele coloca reis no trono e os faz apear do poder. Ele dirige o
universo, governa as nações, sustenta sua igreja e vive para interceder por
ela.
Em quinto lugar, sua segunda vida. O mesmo
Jesus que subiu ao céu, descerá do céu com grande poder e muita glória. Ele
virá em grande poder com seus santos anjos. Sua vinda é certa. Ele virá
pessoalmente, visivelmente, audivelmente, repentinamente, inesperadamente,
vitoriosamente. Os sinais de sua segunda vinda são eloquentes. As profecias
estão se cumprindo e cumprir-se-ão até aquele dia em que ele aparecerá nas
nuvens com grande poder e glória. Ele descerá e se assentará no trono para
julgar as nações. Ele colocará todos os seus inimigos debaixo de seus pés e
lançará no lago do fogo o diabo, o anticristo, o falso profeta e todos aqueles
cujos nomes não estão escritos no livro da vida. Ele estabelecerá seu reino de
glória e reinará com sua igreja pelos séculos eternos.