hernandes dias lopes -10/09/2022 19:24
O Brasil é um país jovem. Foi descoberto em 1500, há 522
anos, tornando-se Colônia de Portugal. Em 1808, com a chegada da família real,
o Brasil tornou-se Império. Em 1822 foi proclamada a independência do Brasil.
Em 1889 foi proclamada a República. Em 1988 foi promulgada a nova Constituição.
Em 7 de setembro de 2022, completamos duzentos anos da Proclamação da
Independência do Brasil. Essa é uma data emblemática que merece ser celebrada e
com espírito patriótico.
A nação veste verde e amarelo e vai às ruas para desfraldar
o pavilhão nacional, símbolo augusto de nossa pátria. O grito de D. Pedro I,
cruza os séculos para ressoar novamente nos ouvidos da nação. Não há meio
termos. É independência ou morte! Essa solene celebração enseja-nos algumas
lições:
Em primeiro lugar, a liberdade é um bem
inegociável. A liberdade sempre foi ameaçada pelo despotismo. Nunca
faltaram os inimigos da liberdade. Sempre se empenharam em sequestrar esse
sacrossanto direito do cidadão. Ideologias engendradas no laboratório do
materialismo ateu, encabrestam as consciências, acorrentando nações inteiras,
arrastando-as para o ateísmo e para a tirania.
Os tiranos disfarçados de benfeitores, enfeitaram suas
ideias perversas, prometendo igualdade social, mas nivelaram a todos na
miséria. Prometeram justiça e praticaram as mais gritantes atrocidades.
Prometeram o paraíso de um Estado paternalista e espalharam o terror.
Prometeram vida e acionaram o braço da morte para milhões de
vítimas. A liberdade precisa vigiada. Não podemos baixar a guarda. Vestida com
novas roupagens, as mesmas ideologias do totalitarismo despótico, rondam a
nação brasileira para subjugá-la. Em face dessa ameaça não mais velada, devemos
erguer nosso grito: Independência ou morte!
Em segundo lugar, a liberdade engrandece a
nação. Nenhuma nação é grande sem liberdade. Liberdade de consciência,
liberdade de expressão, liberdade de imprensa, liberdade de posse, liberdade de
religião. O Estado não deve colocar um cabresto em seus cidadãos. Uma nação subjugada
pelo medo não é verdadeiramente livre.
Uma nação onde o Estado interfere na educação moral dos
filhos, substituindo a docência dos pais por escolas aparelhadas para
domesticar a consciência das crianças e induzi-las a abraçar precocemente uma
ideologia ruinosa a respeito de gênero, família e religião, ruma célere para a
bancarrota moral e para o desbarrancamento da virtude.
Em terceiro lugar, a liberdade respeita as
diferenças. A liberdade é o direito inalienável que cada cidadão tem de
fazer suas escolhas e de arcar com suas consequências. Cabe ao Estado a
responsabilidade de resguardar a individualidade indevassável de cada cidadão
em suas escolhas intransferíveis.
Essas escolhas precisam, obviamente, estar amparadas pela
Constituição. Não se pode confundir liberdade com desordem nem com
libertinagem. Não se pode defender uma liberdade desordeira. Devemos tratar a
todos com respeito e dignidade. Devemos respeitar as escolhas de cada um, mesmo
que discordando dessas escolhas, com amor abnegado.
Em quarto lugar, a liberdade pavimenta o caminho da
ordem e do progresso. Onde a opressão levanta sua fronte altiva e aciona
sua mão de ferro para esmagar o povo, a ordem bate em retirada e o progresso
entra em colapso. Onde o comunismo ateu prevaleceu e as ideologias totalitárias
dominaram, o resultado foi pobreza, opressão, perseguição religiosa e morte.
Onde os cidadãos não têm liberdade de ir e vir, de expressar
seu pensamento e sua fé; onde homens e mulheres não são livres para trabalhar e
desfrutar dos frutos de sua renda, reina a escravidão e não a liberdade. O
papel do Estado é promover o bem e coibir o mal. O papel dos governantes é
servir ao povo como diácono de Deus e servidor público, em vez de
encastelarem-se no poder, vivendo na opulência à custa da miséria dos súditos.
No ensejo e decorrer do bicentenário da Proclamação da
Independência do Brasil, é oportuno erguermos nossa voz e clamarmos com voz
altissonante, o grito do Ipiranga: “Independência ou morte!”.