Dia 9 de Julho é feriado no Estado de São Paulo, você sabe por que?

Por www.calendarr.com/brasil - 08/07/2019 19:10

Dia da Revolução Constitucionalista é comemorado anualmente em 9 de julho e considerado feriado estadual em São Paulo.

Também conhecido por Dia da Revolução e do Soldado Constitucionalista, esta data é uma homenagem ao movimento contra ditadura de Getúlio Vargas, realizado em 1932 pelos paulistas.

Vargas toma o poder com a Revolução de 1930, apoiado pelos paulistas, e outros estados. No entanto, o tempo passava e o novo dirigente não convocava eleições para a nova Assembleia Constituinte. Sentindo-se traídos, representantes do Exército, estacionados em São Paulo e políticos paulistas, resolveram se rebelar.

Veja abaixo exemplos de cartazes utilizados para convocar os jovens a lutarem.


revolucao constitucionalista

A Revolução Constitucionalista, episódio que também foi chamado de "Guerra Paulista", foi o mais importante movimento ocorrido em São Paulo e o último grande combate armado do Brasil.

Origem do Dia da Revolução Constitucionalista

Em 1997, o governador do estado de São Paulo, Mário Covas, oficializou o dia 9 de julho como feriado civil na região, uma homenagem ao soldado constitucionalista que lutou pela queda da ditadura de Vargas.

Oficialmente, o Dia da Revolução e do Soldado Constitucionalista foi transformado em feriado civil em 1997, através da Lei nº 9.947, a partir de um projeto de lei apresentado pelo deputado Guilherme Gianetti.

História da Revolução Constitucionalista de 1932

Com a tomada de governo, Getúlio Vargas governava sem a Câmara de Deputados ou outro órgão de origem democrática. Isso preocupava seus aliados que exigiam a convocação de eleições para presidente e para deputados.

O grande estopim que inflamou o sentimento de revolta da população de São Paulo foi o assassinato de quatro estudantes paulistas por policiais, em um conflito no dia 23 de maio, data que também entrou para a história do estado.

As iniciais dos nomes dos jovens - M.M.D.C. - Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo - tornaram-se o símbolo da revolução e batizou o movimento.

A exigência por uma nova Constituição era prioridade para a sociedade burguesa de São Paulo, que iniciou a revolução oficialmente no dia 9 de julho de 1932, combatendo contra o governo nacional durante três meses. O combate chegou ao fim em 2 de outubro de 1932, com a rendição dos paulistas.

Também em homenagem aos jovens estudantes que foram assassinados em defesa do movimento constitucionalista, o dia 23 de maio é reconhecido como feriado estadual, Dia da Juventude Constitucionalista.

Na capital paulista, o obelisco do Ibirapuera é um marco construído para simbolizar a dor da perda da vida dos estudantes.

FOTOS LEGENDAS

Foto 2: Em 1929, o governo de Washington Luís nomeou o paulista Júlio Prestes para Presidência da República. Em 1930, Getúlio Vargas tomou o poder e instalou um governo provisório, dissolvendo o Congresso e depondo os governadores de estado. (Foto: Wikimedia Commons)

Foto 3 Em maio de 1932, quatro estudantes morreram em um confronto com a polícia getulista na Praça da República. Eles viraram mártires e suas iniciais batizaram o MMDC. (Foto: Wikimedia Commons)

Foto 4: O MMDC se tornou símbolo da revolução e a entidade que alistava voluntários para a luta contra Vargas. A rebelião paulista foi declarada no dia 9 de julho. (Foto: Wikimedia Commons)

Foto 5: Muitas mulheres paulistas tiveram papel fundamental na revolta. Elas iam para as frentes de batalha e vendiam joias de família para financiar a rebelião. (Foto: Wikimedia Commons)

Foto 6: A superioridade das forças do governo logo ficou evidente. As tropas getulistas tinham um exército maior, além de grande número de armas e mais organização e disciplina. (Foto: Wikimedia Commons)

Foto 7: Isso teve reflexo nas batalhas, travadas em todo o estado de São Paulo, na região que hoje corresponde ao Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. (Foto: Wikimedia Commons)

Foto 8: A Revolução de 1932 teve 87 dias de combates e deixou um grande rombo na economia paulista. (Foto: Wikimedia Commons)

Foto 9: A guerra acabou no dia 2 de outubro, com a rendição das tropas paulistas. O número de mortos foi de quase 900, além de milhares de mutilados. (Foto: Wikimedia Commons)

Foto 10: Essa foi a primeira grande revolta contra Getúlio Vargas e o último conflito armado de grandes proporções dentro do Brasil. (Foto: Wikimedia Commons)

Foto 11: Depois da revolução de 1932, São Paulo voltou a ter governantes paulistas. O governo Vargas promulgou uma nova Constituição em 1934. (Foto: Wikimedia Commons)