noticias ao minuto -24/11/2025 08:44
Os usuários do Pix passaram a contar, desde ontem (domingo, 23), com uma nova versão do Mecanismo Especial de Devolução, o MED 2.0. O recurso foi criado para rastrear o caminho percorrido por valores desviados em fraudes, golpes ou situações de coerção, permitindo que o dinheiro seja devolvido às vítimas.
Até então, o MED só possibilitava a devolução a partir da
conta diretamente envolvida na fraude. O problema, segundo o Banco Central, é
que criminosos costumam transferir rapidamente os recursos para outras contas,
esvaziando a primeira e dificultando a recuperação.
Com a atualização, o MED 2.0 consegue identificar para quais
contas o dinheiro foi distribuído. Esse rastreamento será compartilhado entre
os participantes da transação e permitirá que os valores sejam devolvidos em
até 11 dias após a contestação.
De acordo com o BC, a medida deve ampliar a identificação de
contas usadas em fraudes e aumentar a devolução de recursos, além de impedir
que essas contas sejam reutilizadas em novos crimes.
O uso do MED 2.0 é opcional para as instituições financeiras
desde ontem, mas se tornará obrigatório em 2 de fevereiro de 2026.
O Pix, que completou cinco anos no último dia 16, já se
consolidou como o meio de pagamento mais utilizado no Brasil. Nesse período,
movimentou R$ 75,4 trilhões, valor equivalente a seis vezes o Produto Interno
Bruto (PIB) do país.