cnn -15/10/2026 14:49
Uma garrafa de vidro esquecida no deserto do Egito guardava uma mensagem escrita em maio de 1977. O
pequeno recipiente foi descoberto por um guia beduíno em uma área remota.
A mensagem manuscrita continha informações que deram início
a uma busca por quase cinco décadas. As poucas linhas no papel conectaram a
história de seu autor à sua família em outro continente.
O achado nas areias do Egito
A descoberta ocorreu na região de Wadi Jadid, no Deserto
Ocidental egípcio. O guia beduíno Suleiman Zidan explorava um área
rochosa quando encontrou a garrafa de vidro parcialmente coberta por areia,
junto a outros objetos.
O recipiente ficou preservado próximo a vestígios
relacionados a antigas rotas de caravanas. A garrafa de vidro protegeu o pedaço
de papel contra o contato direto com o ambiente ao longo de quase 50 anos
O bilhete trazia anotações curtas com a data de maio de 1977,
o nome Tom Moran, o código de trabalho Party 6305 e a indicação de um endereço
associado à ilha de Malta.
A investigação internacional e o rastreio das pistas
Decidido a desvendar o mistério, o explorador contou com a ajuda
de seu primo, Ayman Zidan. Os dois enviaram uma fotografia da nota para o
jornal Times of Malta na esperança de encontrar parentes do autor.
Pesquisadores cruzaram as informações da folha com dados
públicos do governo maltês de 1981. O registro indicava que moradores com o
sobrenome Moran viveram na rua mencionada, situada no município de Marsaskala.
O passo decisivo para solucionar o enigma veio através da
internet. Uma publicação em um grupo comunitário nas redes sociais chamou a
atenção de Carmen Rossiter, moradora da região.
O reconhecimento da caligrafia de Tom Moran
Ao receber a imagem do documento, Carmen reconheceu
imediatamente a letra do próprio irmão. O autor do bilhete era o geofísico
maltês Tom Moran, que trabalhou no Egito para uma companhia petrolífera norte-americana.
Moran faleceu em 1998, aos 54 anos de idade, sem saber que o
bilhete seria encontrado. A mensagem deixada na garrafa funcionou como uma
cápsula do tempo, reconectando a viagem realizada em 1977 à memória de seus
familiares