r7 -20/12/2021 11:03
Pelo menos 375 pessoas morreram na passagem do Rai pelas Filipinas, um dos tufões mais letais
a atingir o país nos últimos anos, enquanto prosseguem os esforçlos para levar
alimentos e água às ilhas devastadas.
De acordo com a polícia, ao menos 500 pessoas ficaram
feridas e 56 desapareceram depois que o tufão Rai varreu o sul e o centro do
arquipélago.
A Cruz Vermelha filipina relatou um "desastre total"
nas áreas costeiras atingidas pelo Rai, com casas, hospitais e escolas
"destruídos".
Mais de 300 mil pessoas abandonaram suas casas e hotéis de
praia. Várias áreas ficaram sem comunicação e sem energia elétrica, enquanto em
outros lugares telhados foram arrancados, e postes de luz, derrubados.
"Nossa situação é desesperadora", declarou Ferry
Asuncion, vendedor da cidade de Surigao, devastada pela tempestade.
Arthur Yap, governador da ilha de Bohol, um popular destino
turístico, informou que a localidade registrou 80 vítimas fatais.
Nas ilhas Dinagat, o porta-voz da delegação provincial,
Jeffrey Crisostomo, disse à AFP que o balanço subiu para 10 mortes.
O balanço total de mortes no país devido ao tufão pode
aumentar, à medida que as agências governamentais avaliem a dimensão do
desastre.
O Rai atingiu as Filipinas na última quinta-feira (17) com
ventos de 195 km/h. Milhares de policiais, militares, agentes da Guarda
Costeira e bombeiros continuam mobilizados para ajudar nas buscas e resgates
nas áreas atingidas.
No último sábado (18), o tufão se afastou, avançando pelo Mar da China Meridional e, no domingo, estava ao largo da costa do Vietnã, movendo-se para o norte.
Retroescavadeiras e tratores foram usados para ajudar a
desobstruir estradas bloqueadas pela queda de postes e árvores.
Uma avaliação aérea dos danos ao norte de Bohol deixou
"muito claro" que as pessoas sofreram muito em termos de casas
destruídas e perdas agrícolas, disse Arthur Yap, governador de Bohol. Ele
declarou estado de emergência na ilha. O tufão também causou destruição
generalizada nas ilhas de Siargao, Dinagat e Mindanao.
Os ventos do Rai caíram para 150 km/h, enquanto o tufão
avança pelo país em chuvas torrenciais, arrancando árvores e destruindo
estruturas de madeira.
A governadora de Dinagat, Arlene Bag-ao, disse no sábado que
os danos à ilha "são uma lembrança, igual ou pior", da destruição
causada pelo supertufão Haiyan, em 2013.
Haiyan é o ciclone mais mortal já registrado nas Filipinas,
com mais de 7.300 pessoas mortas, ou desaparecidas.