metroworldnew -05/11/2022 18:51
O Brasil está em estado de alerta para evitar um novo
aumento nos casos de dengue e outras doenças transmitidas pelo
mosquito Aedes aegypti. Entre janeiro e outubro desde ano, de acordo com
levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde, o número de casos da doença no
Brasil subiu quase 185% na comparação com o mesmo período de 2021,
alcançando a marca de 1,3 milhão de notificações. Neste período, foram registradas
909 mortes.
Segundo Natalia Verza Ferreira, cientista, doutora em
Genética e Biologia Molecular e diretora da empresa de biotecnologia Oxitec do
Brasil, esse cenário decorre do fato de que o Aedes aegypti tem se adaptado e
descoberto novas formas de se reproduzir, inclusive em água suja, o que não
ocorria há alguns anos.
Assim, a especialista elencou alguns mitos e verdades sobre
o mosquito. Confira:
·
O mosquito não circula no inverno.
Mito: As baixas temperaturas não impedem o nascimento
e circulação do Aedes aegypti no meio ambiente. Os ovos podem, inclusive,
resistir por cerca de um ano até eclodirem.
·
Somente
as fêmeas do Aedes aegypti picam o ser humano. Verdade: Os
machos não se alimentam de sangue, somente as fêmeas, que sugam o sangue para
produzir e botar ovos.
·
Uso de inseticidas é suficiente para evitar
a circulação do mosquito. Mito: Além dos inseticidas, é necessário evitar
água parada em depósitos que podem se tornar criadouros. Além disso, existem
soluções que promovem controle da população de mosquitos no meio ambiente por
meio de mosquitos machos geneticamente modificados (com característica
autolimitante), que cruzam com as fêmeas e, da prole, só sobrevivem machos.
·
O
combate ao mosquito Aedes aegypti é a melhor forma de prevenção da dengue.
Verdade: Embora já exista uma vacina contra a doença, a
melhor forma de prevenção é a eliminação dos criadouros, controle ambiental da
população de mosquitos, uso de repelentes e telas em caixas d’água e janelas.