noticias ao minuto -23/03/2026 00:26
Golpes realizados por telefone e aplicativos de mensagens estão se tornando mais sofisticados com o uso de inteligência artificial, especialmente na clonagem de voz. Esse tipo de fraude tem se espalhado pelo Brasil e preocupa autoridades. Em Pelotas, por exemplo, o Procon municipal identificou casos em que criminosos imitam o timbre de voz de vítimas para enganar familiares e solicitar transferências de dinheiro.
Uma das táticas utilizadas começa com ligações silenciosas
ou muito rápidas. Nessas chamadas, os golpistas conseguem captar trechos da voz
de quem atende. Posteriormente, esses áudios são inseridos em softwares capazes
de reproduzir a fala da vítima com grande semelhança. A partir disso, passam a
enviar mensagens e áudios, principalmente via WhatsApp, alegando situações
urgentes para pedir dinheiro.
"Todos os consumidores precisam desconfiar e ficar
atentos às tentativas de criminosos que utilizam o padrão vocal, igual ou muito
parecido, capturado da pessoa cujos contatos pretendem enganar", afirma o
coordenador executivo do Procon Pelotas Crístoni Costa.
Após criar a falsa identidade, os criminosos costumam entrar
em contato com pessoas próximas da vítima, relatando emergências financeiras
para pressionar o envio imediato de valores. As transferências geralmente
são feitas via Pix, QR Code ou depósitos bancários. Também são comuns
tentativas de obter dados pessoais e senhas por meio de links falsos enviados
por SMS, e-mail ou aplicativos.
Outro método frequente envolve alegações de problemas em
contas bancárias ou compras suspeitas, com o objetivo de obter informações
sigilosas. A principal característica desses golpes é a urgência, usada para
impedir que a vítima confirme a veracidade da história.
"Quando há pressão para envio imediato de dinheiro ou
compartilhamento de dados, é importante interromper o contato e tentar
confirmar a informação por outro meio", orienta Costa.
Para se proteger, a recomendação é desconfiar de contatos
desconhecidos e não interagir com ligações que ninguém fala nada do outro lado,
evitar compartilhar dados sensíveis e buscar confirmar a identidade por outros
meios, como videochamadas. Caso haja suspeita, o ideal é registrar ocorrência
junto à Polícia Civil.