Andradina se despede do radialista e corintiano Cláudio Ferreira

Por antonio crispim - 10/07/2019 18:01

“O que está pegando?” ou “Qual é a última?” Esta era a forma como Cláudio Alves Ferreira chegava aos estúdios das rádios do SRC por onde trabalhou. Os colegas de longa data, Salvador Placco Netto e Omar Abdalla, lembraram a forma de saudação.

Cláudio Ferreira faleceu na terça-feira (9) e foi sepultado na manhã desta quarta-feira (10), véspera do aniversário de 82 anos de Andradina. Além da esposa Neide Boechat Alves Ferreira, filhos e netos, Cláudio tinha outras paixões, como o Corinthians, uma boa pescaria, um jogo de truco e motos.

Cláudio nasceu no dia 5 de maço de 1943 em Lucélia. Casou-se com Neide Boechat Alves Ferreira no dia 18 de dezembro de 1966. Logo em seguida, o casal mudou-se para Andradina. O casal teve três filhos: Luís Cláudio, casado com Estela Regina, Plínio Marcos, casado com Joelma e Luís Armando, casado com Andreza e oito netos.

CARREIRA

De acordo com o filho Luís Armando, Cláudio aposentou-se dos Correios e passou a desenvolver outras atividades. Antes, teve o conjunto musical Pop Singers. Posteriormente, foi proprietário do Cine Hoje e foi gerente do Cine Santo Antônio.

Na década de 1990, foi convidado a integrar a equipe do SRC. Foi admitido diretamente pelo presidente do SRC, Nivaldo Franco Bueno.

Ao longo de sua jornada no SRC, Cláudio Alves Ferreira atuou em diferentes emissoras e participou de vários programas, com destaque nos esportivos da Rádio Andradina e do SRCTV. Sempre defendendo o seu Corinthians. Era tão corintiano, que foi sepultado com a camisa do Timão.

O presidente do SRC, Nivaldo Franco Bueno, que está na Europa de férias com a esposa Adeliz Regina Fernandes Rocha, antes de viajar foi visitá-lo na residência. “Trata-se de uma pessoa afável, de bom trato. Bom marido, bom pai de família e bom colega de trabalho”, disse Nivaldo Franco Bueno, que falou também em nome da mulher, Adeliz Regina. Os fois foram representados no funeral pelos filhos Alexandra, Marcelo e Márcio Rocha, que também destacaram o comprometimento de Cláudio com o trabalho e com a família. “Perdemos um grande colega de trabalho”, disseram. “À viúva, aos filhos, noras e netos, os nossos sentimentos”, concluíram.
Pessoas de diferentes camadas sociais se fizeram presentes ao funeral, assim como colegas de trabalho do SRC de Araçatuba, Três Lagoas e Andradina.

PAIXÕES 

Cláudio e Neide sempre foram apaixonados e vivenciavam as mesmas aventuras. Sobre uma moto CB 400, os dois fizeram muitas viagens. Mais experientes e já com a reprovação dos filhos, deixaram as aventuras da moto.

Cláudio passou a fazer das rodadas de truco no Márcio Ogata um ponto de encontro, como também as suas pescarias. Porém, no coração pulsava o coração corintiano.