metropoles -21/02/2026 20:37
Os corpos dos integrantes da banda Mamonas Assassinas serão exumados nesta segunda-feira (23/2), 30 anos após o acidente aéreo que matou os músicos. A ação ocorre porque os restos mortais dos membros da banda serão cremados para a criação de um jardim em homenagem ao grupo.
O Jardim BioParque Memorial Mamonas será implantado no
Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na região
metropolitana de São Paulo, onde estão sepultados Dinho, Bento Hinoto,
Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli.
A iniciativa integra um conceito que propõe uma nova forma
de homenagem póstuma, onde as cerimônias utilizam as cinzas resultantes da
cremação juntamente com sementes de espécies nativas para o plantio de árvores.
Além de um espaço de memória em tributo à banda, o memorial
também será aberto à comunidade. Moradores do município poderão utilizar as
cinzas de seus entes queridos para plantar sementes.
Uma sexta vítima da tragédia, o segurança Sérgio Saturnino Porto, também foi enterrado no local. Não há informação se seus restos mortais serão exumados.
Relembre
Em 2 de março de 1996, um sábado, os Mamonas Assassinas
voltavam de um show em Brasília a bordo de um jatinho Learjet modelo 25D,
prefixo PT-LSD, fretado pela própria banda.
Às 23h15, a aeronave se chocou contra uma montanha da Serra
da Cantareira, ao norte de São Paulo, após uma tentativa de arremetida. Além
dos cinco integrantes e do segurança, o acidente matou o piloto Jorge Luiz
Germano Martins, o copiloto Alberto Takeda e o ajudante de palco Isaac Souto.
A banda vivia o auge da carreira após anos de luta pelo
sucesso. O grupo realizava shows por todo o Brasil e viajaria para Portugal
ainda na primeira semana daquele mês. A apresentação no Estádio Mané Garrincha,
na capital federal, seria a última da turnê no país antes do início dos
trabalhos para o segundo disco.
O primeiro e único álbum do grupo, lançado em junho de 1995,
vendeu cerca de 1,8 milhão de cópias naquele ano.