CNN -08/03/2026 18:10
A música brasileira perdeu, na madrugada deste domingo (7), um de seus maiores expoentes da percussão corporal e da pesquisa de ritmos populares.
Marcelo Pretto, integrante do grupo Barbatuques, faleceu aos
58 anos no Hospital Alvorada, em São Paulo. O músico, que enfrentava um quadro
de diabetes avançada, não resistiu às complicações da doença.
Corpo humano como instrumento
Conhecido entre os amigos e parceiros de palco pelo apelido
de Mitsu, Pretto era figura central na construção da identidade sonora do Barbatuques, grupo paulistano criado em 1995 que elevou o
corpo humano ao status de instrumento musical completo.
Pretto chegou ao coletivo em 1999 e tornou-se uma das
figuras centrais da música percussiva no Brasil. Ele também integrou o grupo A
Barca por mais de 15 anos, dedicando-se à pesquisa e preservação da música brasileira tradicional.
Com um currículo extenso, o músico já emprestou seu talento
a mais de 50 álbuns de diferentes artistas, acumulando participações em palcos
nacionais e internacionais.
Voz que ecoa
Apaixonado pela riqueza e vasta dimensão da cancioneiro
popular, Pretto tinha como marca registrada versatilidade vocal
e presença de espírito no palco. "Marcelo deixa um legado artístico
imenso, que vai muito além de sua participação no Barbatuques. Pesquisador da
música e das manifestações culturais populares da música brasileira, Mitsu foi
uma fonte de inspiração para nós.
Sua voz única e presença marcante seguirão ecoando na música
e, principalmente, em nossos corações", expressa nota divulgada pelo grupo
na manhã deste domingo.