noticias ao minuto -25/11/2025 10:56
Jordan Wilson, de 29 anos, voltou a aparecer nas redes
sociais mostrando como está seu rosto reconstruído, três anos depois de ter
sofrido um ataque brutal de um cão da raça Boerboel que destruiu completamente
o seu nariz. Moradora da Pensilvânia e mãe de duas crianças, ela já passou por
16 cirurgias desde então.
O ataque ocorreu em abril de 2022, durante uma visita ao
cunhado, em Tampa, na Flórida. Jordan estava dentro da casa, conversando
sentada no chão, quando o animal avançou sem aviso. Ela desmaiou na hora e só
soube exatamente o que aconteceu por meio do relato do noivo, que contou que o
cão primeiro se aproximou como se fosse cheirá-la e, de forma repentina,
arrancou todo o nariz em um único movimento.
Levada de urgência ao hospital, recebeu os primeiros
cuidados para conter o sangramento e preparar o rosto para uma reconstrução
extensa. “Disseram que ele arrancou tudo e provavelmente engoliu”, lembrou.
Jordan só se viu no espelho dias depois, quando já havia passado pela segunda
cirurgia, que incluiu enxerto de pele e o primeiro expansor de tecido.
A reconstrução exigiu uma série de técnicas complexas. Para
criar um novo nariz, os médicos utilizaram pele retirada da testa, que precisou
ser esticada com expansores, deixando a região bastante volumosa durante o
processo. Ela também passou pelo procedimento de retalho frontal, em que a pele
da testa é transferida para a área nasal e separada em etapas posteriores. Ao
longo da recuperação, os nervos foram se reorganizando, o que causou sensações
peculiares: “No começo, tocar o meu nariz parecia tocar a testa. Hoje já sinto
como se fosse realmente meu”.
Jordan ainda passou por outras cirurgias para ajustar o
formato e o tamanho do nariz recém-construído. Apesar dos avanços, ela conta
que ainda enfrenta limitações práticas: as vias nasais funcionam, mas as
narinas estreitas e a rigidez da cartilagem impedem qualquer manipulação
interna.
Familiares e amigos dizem que ela está cada vez mais
parecida com a antiga Jordan, mas a jovem admite que ainda não se reconhece
totalmente. “Mais de três anos depois, continuo tentando me adaptar. Ainda é
difícil sair de casa sem imaginar que todo mundo está tentando entender o que
aconteceu comigo”.
O episódio também mudou sua relação com animais. “Eu gosto
de bichos, mas agora sou muito mais cautelosa. E, quando meus filhos estão
perto de cachorros, meu instinto protetor dispara”.