A saga de Angelita Eustáquio Oliveira, um tributo ao Dia do Professor

Redação -15/10/2025 09:16

HOMENAGEM À MINHA IRMÃ, QUE HÁ MAIS DE 4 DECADAS, REUNIU CORAGEM E SE AVENTUROU NESTE PROJETO CHAMADO "EDUCAÇÃO"

Há histórias que nascem pequenas e silenciosas, mas que, com o passar dos anos, tornam-se verdadeiros capítulos de inspiração na grande narrativa da educação brasileira. A trajetória de Angelita Eustáquio Oliveira é uma dessas histórias.

Filha da terra quente e generosa de Andradina, Angelita partiu há mais de quatro décadas, levando na mala mais do que roupas e sonhos — levava um propósito: ensinar, transformar e semear conhecimento onde o futuro ainda era terreno por desbravar. Seu destino foi Rondônia, então um Estado jovem, de fronteiras abertas e desafios imensos, onde o ensino ainda se construía com o esforço de pioneiros.

Entre seringais, estradas de barro e escolas improvisadas, Angelita fez do quadro negro um altar e do giz o seu instrumento de fé. Enfrentou distâncias, carências e tempos difíceis, mas jamais esmoreceu diante da missão de educar. Cada aluno que aprendeu a ler, cada comunidade que floresceu em torno de uma escola, carrega um pouco da sua presença, do seu dom e da sua persistência.

Hoje, já aposentada, Angelita não apenas colhe os frutos de uma vida dedicada à educação, mas também o reconhecimento de todos que compreendem que ensinar é um ato de amor e coragem. Sua jornada ecoa como um exemplo de entrega e vocação — uma saga de fé, sabedoria e esperança escrita com o suor e a ternura de quem acreditou, desde o primeiro dia, que o conhecimento é a mais bela forma de liberdade.

Neste Dia do Professor, rendemos homenagem a ela — e a todos os mestres que, como Angelita, deixaram suas terras natais para construir o futuro de tantas outras. Que sua história continue inspirando novos educadores a seguir com a mesma garra, luz e dignidade.

“Quem ensina com amor, jamais se aposenta. Apenas muda de sala — e continua a iluminar caminhos.”