Incêndio na Ilha Comprida: Manifesto do ambientalista Roberto Franco

Por roberto franco e fotos de moises eustaquio - 15/08/2019 09:54

Estou bloqueado no facebook de quinta até amanhã, mas poderíamos falar sobre a Ilha Comprida e seus algozes... Você já disse que ela faz parte da RPPN Foz do Aguapeí, reserva particular do patrimônio natural. Mas seca CESP a criou, porque não cuida?

Ou por que os chineses não cuidam? Por que as prefeituras não cuidam (Três Lagoas e Castilho)? Por que o MPE do MS e o MPF do MS não cuidam? Por que os cidadãos e proprietários de imóveis nas áreas lindeiras não forçam os responsáveis pela área a cuidarem da mesma?

Por que caçadores e praticantes da pesca predatória ainda circulam livres e soltos pela ilha? Na verdade, tem sim responsáveis que deveriam responder juridicamente pela ilha e também por prevaricação contra o patrimônio natural, por sinal imensurável.

A Ilha Comprida não é só cobra e capivara, tem veados, pacas, bugios, teiús, aves de espécies variadas, insetos, flora importantíssima, água, muita água no seu interior.

Nas lagoas internas tem reprodução de peixes e mais ainda, se alguém conhecesse o que é turismo de observação, de lazer, de trilhas, de pesquisas, e soubesse o quanto isso é valorizado tanto ambientalmente quanto economicamente, cidadãos estariam certamente em uma situação dessa, se manifestando junto às Promotorias Federais e Estaduais, no intuito de fazer de fato essa área, uma área de conservação e visitação sustentável e com segurança concreta contra caça, pesca predatória, queimadas, criminosas ou naturais.

Falta responsabilidade e interesse do " MPF+ MPE+ CESP + CTG+ prefeituras,", mas falta também aos cidadãos comuns atitudes concretas para tirar da hibernação quem tem a tutela legal da área...

Essa área já foi reflorestada quantas vezes? E queimou quantas vezes desde então?

Por que não há, em 18 km de extensão, um só posto de combate a incêndios? Afinal é uma RPPN, RESERVA PARTICULAR DO PATRIMONIO NATURAL e como tal tem de ser cuidada pelos seus donos, ou não?