metropoles -02/03/2026 13:09
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou, nesta segunda-feira (2/3), que o presidente Donald Trump lembrou ao mundo que ser norte-americano significa algo sólido e que, “se você matar americanos ou ameaçar, vamos caçar sem perdão e vamos aniquilá-los”, ao se referir ao Irã. A declaração foi feita no Pentágono, em Arlington, após ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel no Irã, na manhã de sábado (28/2).
“Essa não é uma guerra de mudança de regime, mas o regime certamente mudou, e o mundo está melhor por isso. Hoje, em seu desespero, o inimigo está sem máscaras”, ressaltou o secretário.
Pete Hegseth acrescentou que o regime anterior do Irã teve
todas as chances de buscar um acordo de bom senso e pacífico, mas que Teerã não
estava negociando, apenas ganhando tempo para recarregar seus estoques de
mísseis e retomar suas ambições nucleares.
“Seu objetivo? Ameaçar as nossas forças, mas o presidente
Trump não joga esse tipo de jogo”, reforçou Hegseth.
A operação
O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Dan
Caine, também em coletiva no Pentágono, revelou detalhes
sobre a operação para invadir o país iraniano. De acordo com
ele, foi recebida uma autorização do presidente Donald Trump, às 15h38 de
sexta-feira (27/2), para realizar a invasão. A ação do exército
norte-americano teve início cerca de nove horas mais tarde, à 0h15.
“Essa operação foi extremamente confidencial; então, na hora
H, o inimigo só veria velocidade, surpresa e violência de ação”, explicou.
Conforme Caine, “esse foi um ataque massivo, sobre todos os
domínios atingindo mais de mil alvos nas primeiras 24 horas”.
O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos também
afirmou que as operações continuarão ativas na região e no mundo. Ele destacou
que o ataque serve como um lembrete da capacidade dos EUA de “projetar poder em
escala global, com velocidade, surpresa, precisão e força, quando e onde a
nação demandar”.