Valparaiso: Câmara rejeita investigar o prefeito e autor da denúncia é taxado de covarde

Por moises eustaquio - 05/12/2018 16:06

Na penúltima sessão do ano realizada na noite desta terça-feira 4, a Câmara de Vereadores de Valparaiso rejeitou abertura de processo de cassação contra o prefeito Lúcio Santo Lima, acusado de descumprir ordem judicial, fruto de uma ação Direta de Inconstitucionalidade que “dispõe sobre a reestruturação de cargos comissionados na Administração Direta e Indireta do Poder Executivo”.

Mas além da rejeição por 6 a votos a 5, os vereadores Claudemir Fernando Pereira, o Tureba, do PP, e Kleber Lúcio de Lima, do PMDB, filho do prefeito, detonaram a moral do autor da denúncia, contador e ex-vereador Nicola Estermote Filho.

Ambos usaram a tribuna para afirmar que Nicola não tem moral para impetrar uma denúncia desse tipo, porque não cuida da própria família, é covarde, já foi até detido pela polícia e, segundo Tureba, participava de “festinhas” em ranchos no Município de Castilho.

Kleber disse que o prefeito não tem esquema para enriquecer com pintainhos, pinturas de caixa dágua, rodeio e muito menos com cemitério. Não é bandido ou ladrão.

Em sua explanação, o vereador João Pedro Carvalho Jr. afirmou que nem o prefeito ou o denunciante têm razão em relação ao prazo estabelecido para o executivo cumprir a ordem, segundo consulta a um promotor de justiça.

“O prefeito não tem obrigação de saber tudo, por isso precisa estar cercado de profissionais capacitados e comprometidos”, avalia o parlamentar.

João Pedro argumentou que uma CP à essa altura do governo só iria desgastar ainda mais a cidade que já foi motivo de muitas chacotas e que a denúncia rejeitada pela Câmara difere de outras porque não causou prejuízos aos cofres públicos.

“Agora, a cidade está começando a andar novamente e o interessante, segundo o promotor, é votar o projeto de lei que regerá, de forma corretam, os serviços dos servidores comissionados”, ressaltou.

CRÍTICAS E ALFINETADA

Servidor municipal, Tureba aproveitou outro tempo regimental para alfinetar o prefeito Lúcio, pedindo que agilize as proposituras dos vereadores, sob o risco de todos os parlamentares serem prejudicados na próxima campanha por falta de compromisso do executivo. “Ninguém aqui terá coragem de sair às ruas para pedir votos se a Administração não atender nossas reivindicações”, bradou da tribuna.

De forma irônica, o parlamentar deixou transparecer que a cidade é composta por um ninho de cobras, onde os interesses da comunidade ficam em segundo plano e nesse contexto desejou a volta do “45”, em alusão ao governo tucano anterior.

VOTAÇÃO

Votaram contra a abertura de investigação, além dos três vereadores já mencionados, Zezão Capoeira, Cido Pistori e Rodrigo da Rádio. Foram favoráveis Pastor Manoel Messias, Markin do Kal, José Carlos Agrovilla, Xandy do Real e Gugu. Seriam necessários oito votos para aprovar o pedido.